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Cinco fatores que impactam a retenção de talentos.

Atualizado: 6 de Set de 2019

A capacidade de retenção de talentos não é mais uma questão apenas da empresa “ser um bom lugar” ou oferecer bons salários e benefícios atrativos. Cada dia mais, os melhores profissionais estão a um “InMail do LinkedIn” de distância para o próximo desafio de carreira.


Se por um lado, é natural que as pessoas se desenvolvam e, com isso, suas necessidades e desejos também evoluam; por outro lado, a rotatividade de funcionários é cara, afeta o desempenho das empresas e torna-se cada vez mais difícil de administrar.



Realidade para o mercado americano (EUA)

Bons profissionais não ficam mais na mesma posição por décadas. É o que aponta um estudo do CIPD (Chartered Institute of Personnel Development) onde foi  constatado que apenas 22% dos empregadores americanos não tiveram dificuldades para reter talentos, enquanto 78% das empresas sofreram importantes perdas em seus quadros profissionais.



A escassez de talentos é uma realidade. Apresentamos abaixo uma lista com cinco fatores que contribuem para a retenção de talentos:


1) Flexibilidade no horário de trabalho: a maneira como os novos profissionais enxergam o trabalho é completamente diferente de como víamos no passado. O “surrado” relógio de ponto deveria ser completamente esquecido, dizem alguns especialistas.


Apesar do home office (tele trabalho para a CLT) ter sido incorporado à legislação trabalhista, muitas empresas ainda são resistentes à mudança. Faith Tull, VP sênior de RH da Randstad afirma: “O que temos sentido na indústria reafirma isso. A força de trabalho está mudando e, como líderes, precisamos nos adaptar”.


Profissionais que tratam de questões familiares gostam de trabalhar remotamente em certas ocasiões. Um cargo que ofereça essa flexibilidade irá pesar muito na retenção desses profissionais.


2) Desenvolvimento Pessoal: oportunidades de desenvolvimento deveriam estar disponíveis para todos os funcionários das empresas. Afinal, a lógica é: quanto mais o funcionário se desenvolve e cresce, mais a empresa cresce e se desenvolve junto, certo?


Na prática, muitas empresas afirmam querer evitar o risco de capacitar bons profissionais e, em seguida, perdê-los para empresas concorrentes. Esse pensamento poderia ser correto se a perda de talentos não fosse uma realidade. Além disso, você já calculou o quanto de dinheiro perde por deixar gente despreparada atender aos seus clientes?


Perder gente preparada ou manter funcionários despreparados na equipe? Você precisa decidir qual dos riscos é maior.



3) Equilíbrio entre Vida Profissional e Pessoal: não ter tempo suficiente para a família é a queixa número 1 entre gerentes, coordenadores e supervisores. Este foi o resultado de uma pesquisa realizada pelo site StatCan, junto a executivos(as) que têm filhos.


A pesquisa constatou que o tempo ausente do cônjuge está diretamente associado a insatisfação com o equilíbrio entre vida pessoal e profissional e, concluiu: 79% dos funcionários com flexibilidade de jornada relataram estar muito satisfeitos com o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, em comparação com 73% de satisfação média daqueles cujo trabalho não tem flexibilidade.


Já existem empresas permitindo que seus funcionários tenham o day off (folga mensal/dia livre). Assim, funcionários têm esse dia para tratar questões como: levar a mãe ao médico, renovar a carteira de habilitação e outras questões pontuais em nosso dia a dia e, quando retornam, estão mais atentos e envolvidos com o trabalho.


4) Reconhecimento e Recompensas de Melhor Desempenho: elogios e tapinhas nas costas são importantes, mas, existem momentos em que o reconhecimento deve ir além disso. Já imaginou a alegria do profissional que fez um grande trabalho, sendo homenageado perante seus colegas com um café da manhã e um banner de parabéns?


Isso produzirá dois efeitos imediatos:

  • sentimento de que vale a pena fazer esse “algo a mais”; 

  • desperta o desejo de reconhecimento nos demais funcionários.


Em relação às recompensas, as ferramentas de premiação podem ser uma importante aliada para evitar a elevação dos custos de remuneração. A reforma trabalhista trouxe às empresas a possibilidade de premiar sem encargos trabalhistas e despesas previdenciárias.


Crie desafios que vinculam a recompensa ao desempenho dos seus funcionários. A sua produtividade aumentará, os funcionários ficarão mais motivados e a sua empresa transformará custos fixos em despesas variáveis.


Afinal, salários são custos fixos, os prêmios estão atrelados ao desempenho acima do esperado e, portanto, só haverá despesa se o resultado excepcional já tiver sido alcançado. As ferramentas de premiação ajudam reter talentos e motivar pessoas para ampliar resultados.



5) Liderança e estilo de gestão: os funcionários não desistem porque detestam seus empregos, desistem porque detestam seus chefes. O ditado popular que ensinava “quem não está contente que vá embora” deveria ser banido do mundo contemporâneo.


Isso dava bastante certo há décadas, em empresas cuja cultura era baseada no medo. Caso você lidere pessoas nos dias atuais, prepare-se para as consequências de dizer essa frase.


Acostume-se com a ideia que, atualmente, funcionários são escolhidos para somar e deixar sua contribuição.





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